Medicamentos de custo elevado: onde se perde dinheiro no armazém da farmácia

Os medicamentos de custo elevado estão entre os produtos mais caros de um hospital. O que convém controlar no armazém da farmácia e que perguntas fazer antes de começar.

No armazém da farmácia, uma única embalagem de um medicamento oncológico, de um biológico ou de uma terapia avançada pode valer mais do que todo o material de uma unidade de internamento. Por isso, um erro de stock nesta zona sai caro e quase sempre passa despercebido até à contagem seguinte.

O problema não é o que se compra, mas o que não se vê

A maioria dos serviços de farmácia controla bem o que entra. O que custa mais ver é o que acontece depois: quantas unidades existem realmente, onde estão, quem as retirou e há quanto tempo estão no armazém. Quando esta informação chega tarde ou à mão, surgem três situações conhecidas:

  • Validades descobertas tarde. Uma unidade de custo elevado que expira sem ter sido usada é uma despesa que não se recupera.
  • Stock duplicado por precaução. Se ninguém tem a certeza do que existe, encomenda-se a mais. O capital imobilizado no armazém cresce sem que a prestação de cuidados melhore.
  • Diferenças de inventário sem explicação. Quando a contagem não coincide com os registos, raramente se sabe quando nem porquê surgiu a diferença.

O que muda quando cada unidade está identificada

A mudança de fundo é passar de controlar referências a controlar unidades. Com cada unidade identificada, a farmácia sabe o que tem, de que lote se trata e qual é a validade, e pode agir antes que uma unidade se perca. O controlo de acessos completa o quadro: cada retirada fica associada a uma pessoa, e o stock deixa de depender da memória de quem o gere.

O formato físico é secundário. Alguns serviços guardam estes medicamentos num armário; outros, numa zona do armazém com acesso controlado. O importante é que o que entra, o que sai e quem o retira fiquem registados sem trabalho adicional para a equipa.

Cinco perguntas antes de começar

Antes de escolher qualquer ferramenta, o serviço de farmácia deveria conseguir responder a isto:

  1. Quantos medicamentos de custo elevado gere o armazém e quais representam a maior parte do valor?
  2. Conhece-se hoje o stock real de cada um sem contagem manual?
  3. Quantas unidades expiraram sem ser usadas no último ano e quanto custaram?
  4. Quem pode retirar estes medicamentos e fica registo de cada retirada?
  5. Que sistemas devem trocar informação com o armazém (compras, ERP, sistema de informação hospitalar)?

Convém deixar a última pergunta em aberto. A plataforma dá visibilidade por si só e o seu valor completo chega com a integração nos sistemas do hospital, com um âmbito definido em cada projeto.

Começar onde mais dói

Não é preciso tratar toda a farmácia de uma vez. Um bom ponto de partida é o grupo de medicamentos que concentra mais valor ou mais validades, medindo durante algumas semanas quanto stock existe realmente e quanto se perde. Com esses dados, a conversa com a direção financeira deixa de ser uma opinião.

Para ver como este controlo se organiza, consulte a nossa solução Medicamentos de custo elevado ou avalie connosco o estado atual do seu armazém de farmácia. No artigo sobre rutura de stock e excedentes no mesmo hospital explicamos porque o mesmo problema surge noutras unidades.

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