Chega um alerta de segurança: o que o hospital deve conseguir responder em horas

Quando chega um alerta sobre um dispositivo médico, o hospital deve saber se o tem, onde está e em que doentes foi implantado. Como se preparar antes.

Um fabricante comunica que um lote de um dispositivo pode falhar. Ou chega um alerta da autoridade de saúde. A pergunta que o hospital faz é sempre a mesma: temo-lo, onde está e em quem foi colocado? Responder em horas ou em semanas não depende do que se faz nesse dia, mas do que foi registado antes.

De onde chega o alerta

O Regulamento europeu relativo aos dispositivos médicos (UE) 2017/745 (MDR) obriga o fabricante que adota uma ação corretiva de segurança a informar sem demora os utilizadores através de um aviso de segurança. O aviso deve permitir identificar os dispositivos afetados, incluindo a sua UDI, e explicar o que o utilizador deve fazer.

As autoridades nacionais podem também difundir os seus próprios alertas, e os circuitos variam de país para país. A pergunta de fundo é a mesma.

Quatro perguntas a que é preciso conseguir responder

  1. Temos o dispositivo? Saber se a referência e o lote afetados foram comprados ou recebidos, e em que quantidade.
  2. Onde está? Localizar as unidades que restam no armazém central, nas salas ou no material à consignação do fornecedor, e separá-las para que não sejam usadas.
  3. Em quem foi implantado? Identificar os doentes que o receberam, para que a equipa clínica decida o seguimento.
  4. O que fizemos? Deixar registo de quem foi informado, do que foi retirado e quando, caso a autoridade ou o fabricante o peçam.

Com uma rastreabilidade bem registada, as três primeiras perguntas respondem-se em horas. Sem ela, em dias ou semanas, a rever guias de remessa, folhas de bloco e processos clínicos.

O que costuma falhar

  • O ficheiro mestre de produtos não ajuda. A referência do fabricante não coincide com a interna, ou não se sabe que lotes foram recebidos.
  • O material está disperso. Há unidades em vários armazéns, nas salas e à consignação, e ninguém tem a visão completa.
  • A utilização não ficou registada. O implante foi anotado em papel, de memória ou num sistema que não se liga ao resto.
  • O alerta não tem dono. Chega a uma caixa de correio, é reencaminhado e não fica claro quem coordena nem quem fecha.

Preparar-se antes de chegar

A melhor resposta a um alerta constrói-se nos dias normais:

  • Um circuito claro, com um responsável que coordene e os serviços envolvidos (aprovisionamento, farmácia, bloco operatório) a saber o que lhes cabe.
  • A utilização registada no ponto de utilização, ligando cada dispositivo à intervenção e ao doente. Explicamo-lo em Rastreabilidade UDI.
  • Visibilidade do stock por localização e lote, incluindo o material à consignação.
  • Simulacros de alerta: simular de vez em quando que um lote real está afetado e verificar quanto tempo se demora a responder às quatro perguntas. A plataforma da Synexia permite lançar estas simulações e identificar o material supostamente defeituoso.

Se o simulacro demora horas, o hospital está preparado. Se demora dias, já sabe por onde começar.

Para ver como o abordamos, consulte as soluções Implantes e material à consignação e Salas e armazéns inteligentes, ou faça a nossa autoavaliação.

Insights por e-mail

O Radar do setor todos os meses, e as nossas análises quando as publicarmos.

Artigos da nossa equipa e o Radar mensal do setor da logística em saúde, e um aviso pontual quando publicarmos algo relevante. Sem ruído. É possível cancelar a inscrição a qualquer momento.

Vamos transformar juntos a gestão operacional em saúde.